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DECISÃO JUDICIÁRIO SAQUAREMA(RJ): CRIME PRATICADO POR EMPREGADO DA VÍTIMA DEVE SER CONSIDERADO PREMEDITADO

Se o crime é praticado por empregado da vítima, em horário de descanso do empregador, deve ser considerado premeditado. Com esse entendimento, a juíza A. D., da 1ª Vara de Saquarema (RJ), condenou, nesta segunda-feira (8/1), três homens por roubo seguido da morte (latrocínio) da ex-cantora do grupo musical K., L. B. V. M. R., de 63 anos.

De acordo com a denúncia, L. estava dormindo em sua pousada, no dia 19 de janeiro de 2017, quando os acusados arrombaram a porta do quarto e a agrediram intensamente, com pauladas, golpes de faca, chutes e socos, e a enforcaram enquanto ela pedia socorro. Após as agressões, o trio levou bens da residência da cantora, entre eles joias, dinheiro em espécie, celular, cartão bancário, a imagem de uma santa, aparelhos de surdez e maquiagem.

Em seguida, colocaram L. em seu carro para saírem do local, mas o veículo parou por problemas mecânicos. Os três retiraram a cantora, agrediram-na e a arrastaram, fazendo com que ela desmaiasse. Depois, a colocaram de volta no veículo, ainda viva, com a cabeça em contato com um botijão de gás e atearam fogo, causando a sua morte e carbonizando o corpo. V., que era funcionário da pousada, também incendiou o imóvel.

Para a juíza, a autoria dos réus é inconteste, uma vez que foram presos em flagrante delito logo após a prática do crime e com base nos depoimentos das testemunhas, na confissão dos próprios réus e na apreensão de parte dos objetos subtraídos.

Além disso, A. D. concluiu que o delito foi planejado previamente, já que W. V. era funcionário da cantora e conhecia sua rotina.

"O crime foi premeditado pelos três réus, partindo sua ideia do réu W., que era empregado da própria vítima, dormia no local, tinha conhecimento da rotina da pousada e de sua movimentação financeira, do alto valor lá guardado (R$ 15 mil) e sabia que, no dia e hora do local do delito, a vítima se encontrava sozinha e no seu quarto", destacou. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RJ.

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Processo 0000257-50.2017.8.19.0058

Fonte: Revista Consultor Jurídico, 10 de janeiro de 2018, 13h37